terça-feira, fevereiro 28, 2006

FOTOS DO 3º CD



























Todo CD pode ter o seu fotolito produzido em vários formatos, desde o Super-Econômico até o Super-Luxo. Isso tem influência na quantidade de fotos que aparece e se nele haverá ou não espaço para conter as letras. Todos os CDs produzidos pelo Hermes tiveram a sua tiragem no formato Super-Luxo. Portanto, cada um deles, além de todas as letras, trouxe também as fotos que o ilustraram. Veja acima as fotos que compuseram o 3º Volume - João Alves e Hermes, fora a foto da capa que foi inclusa na Seção Discografia.

domingo, fevereiro 19, 2006

FICHA TÉCNICA DO 3º CD

Produção Executiva e Arregimentação: Roberto Oliveira Hermesdorff
Produção Técnica, Gravação e Mixagem: Nelsinho Santos e Léo Benez
Produção Fonográfica, Fotolito e Composição Gráfica: MCK do Brasil
Masterização: Bolieiro
Fotos: Natanael (MCK)
Cabelos: (Mayka Cabeleireiros) – São Paulo
Gravado no N. S. Estúdio de Araçatuba/SP (maio a dezembro de 2002)

Músicos Participantes:
Bateria acústica: Fábio Bittencourt (exceto faixa 13)
Acordeon: Luiz Nogueira
Harpa: Santiago
Guitarra havaiana: Rei do Vale (faixa 2)
Violões: Tocantins (faixa 9)
André Nascimento (nylon, faixas 6 e 8)
Hudson Reis (nylon, faixa 12)
Ton Sal: (aço e nylon, nas demais faixas)
Programação de percussão: André Nascimento
Viola: Rei do Vale (faixa 9)
Guitarra: Hudson Reis (faixas 1, 2, 3, 4 e 7)
Valdecir Pin “Cica” (faixas 6, 8 e 11)
Teclados: André Nascimento
Contrabaixo: Ton Sal
Saxofone: Edgar Alves David (faixas 1, 4 e 13)
Programação de bateria: André Nascimento (faixa 13)
Back vocal: Eunice Sizino (faixas 1 a 5, 7 e 11 a 13)
Arranjos e regência: André Nascimento
Arranjos de base: Ton Sal (nas faixas 1, 3 e 5)

contato: 0xx (18) 622-8410 e 624-2995.

LETRAS DO 3º CD

BRASA E FOGO
J. Conde

Sei que o nosso amor
Não tem limites
Não sei se é loucura
Ou sedução
Vire e mexe pra mim
Começa a me provocar
Sei que é convite
Querendo me amar

Você faz certas loucuras
Que até entendo
Mexe o seu corpo e então
Acabo cedendo

Eu sou a brasa e você
É o fogo
Quando me dou conta estou
Te amando de novo

EU NÃO SOU ANALISTA
Anselmo Piratelli

Eu não quero mais saber
De complicação
Na minha vida
Pra entrar numa de paixão
Eu quero saber se a porta tem saída

Pra não me magoar outra vez
Não me traumatizar outra vez
E nem passar por tudoQue alguém já me fez

Se deixar a boneca, ah
Te ensino outro brinquedo, uh
Mas do seu jeito não
Eu tenho medo

Eu não sou analista, tá?
Nem vou tentar
Te entender
É melhor se resolver
Pra depois eu
Amar você.


TER CUIDADO COM VOCÊ
Jeffer Cafa

Preciso ter cuidado
Com você, com você
Você chega de mansinho
Me abraça com jeitinho
Aí então
Adeus, meu coração

Dá pra ver
Você não está brincando
É pra valer
Sua intenção
Me leva pela emoção
Eu vou fazer
Vou me entregar a você

Ouououououo
Chá, lá, lá, ah
Ouououououo
Ah, ahh

Estou ficando louco
De prazer com você
Me faz o seu ursinho
Me enche de beijinhos
E aí então
Caímos juntos no colchão

Já não sei
O que vai ser de mim
Se eu te perder
Que perfeição
Gostosa, carinhosa sedução
Eu vou fazer

Ouououououo
Vou me casar
Ouououououo
Com você

Você me satisfaz
Você é demais, valor
Que calor que faz
E eu só quero mais amor
Tira a minha paz
E me leva
A delirar, a delirar
A delirar, a delirar


TÁ MADURA OU TÁ DE VEZ
J. Conde

Fico te olhando
Horas e horas
Como vou conseguir
Te convencer
Por o mel em sua boca
Isso pra mim vai ser sopa
Mas na hora de amar
Que eu quero ver

Nunca conheci mulher
Difícil assim
Que nunca se entregasse
Fácil pra mim
Mas você é uma barra
A primeira que encontrei
Com jeitinho e paciência
Conseguirei

Dizem que o mais difícil
É o mais fácil de se ter
Quanto tempo mais demora
Muito mais sabor vai ter

Uma fruta tão gostosa
Nunca deixo apodrecer
Deixa eu ver se está madura
Ou está de vez


AMOR VERDADEIRO
Jeffer Cafa

Vou acender a fogueira
Vou por lenha no fogo
Pra aumentar a minha paixão
Vou acender a fogueira
Vou por lenha no fogo
Pra aumentar a minha paixão
Que não é pouca não

Eu vou com tudo e vou sem demora
Em busca dela que um dia deixei
‘Prendi c’oa vida que é uma escola
Amor verdadeiro é só uma vez

Cheiro gostoso que ela tem
Que faz amor como ninguém
Cheiro gostoso que ela tem
Que faz amor como ninguém

Vem amor,
Vem pra mim
Vamos festejar
Quero te matar
De amor sem fim


BIRIMBIM BIRIM BIMBÁ
João Rodrigues Braz

Tô chegando aqui agora
Minha gente o que é que há?
Venho vindo lá de fora
Conhecer este lugar
No braço desta viola
Meu povão quero saudar
Me traga pinga do pote
Porque vou cantar um xóte
Por as coisas no lugar
Birimbim, birim, bim bim
Birimbim, birim, bimbá

Vou dar um jeito na vida
Tô querendo me casar
A você minha querida
Aqui vai aquele plá
Se eu perder essa partida
A coisa vai complicar
Eu não vou sair de trote
Eu só vou cantar um xóte
Por as coisas no lugar
Birimbim, birim, bim bim
Birimbim, birim, bimbá
Birimbim, birim, bim bim
Birimbim, birim, bimbá

O mundo dá muitas voltas
Eu ainda chego lá
A esperança não está morta
Meu astral vai levantar
Vai chover na minha horta
E minha estrela vai brilhar
Eu não vou fazer fricote
Eu só vou cantar um xóte
Por as coisas no lugar
Birimbim, birim, bim bim
Birimbim, birim, bimbá

A vida é mais gostosa
Quando a gente sabe amar
Vem cá morena charmosa
Que eu quero te abraçar
Os teus lábios cor-de-rosa
Loucamente irei beijar
As meninas dão pinote
Quando eu canto este meu xóte
Pondo as coisas no lugar
Birimbim, birim, bim bim
Birimbim, birim, bimbá


DESCULPE, MAS EU VOU PARTIR E NÃO CHORAR
Jeffer Cafa

Pode acreditar
Por tudo que você me fez
Agora chegou minha vez
Eu vou partir (eu vou partir)
As malas já estão no carro
Este é o nosso fim
Você desfez de mim
Desculpe, mas eu vou partir

A minha ausência vai fazer
Você pensar e refletir
Você pisou demais
Não deu pra engolir
Eu vou voltar à minha vida
À boa vida de cowboy
Quero esquecer
Que um dia eu te conheci

O ar bom que eu respiro agora
Bem longe de você
Sou um passarinho sem gaiola
Voltei a viver (voltei a viver)
Troquei minha cidade
Por duas do interior
É Araçatuba e Barretos
Numa eu sou um santinho
Na outra eu sou um terror

Araçatuba é só trabalho
Chopp gelado e moradia
Fim de semana, muitos amigos
É bar todo dia
Já em Barretos sou um peão
De boiadeiro apaixonado
Pelos rodeios e pelas mulheres
Que eu conheci


CHÁ DE CAMA
José Francisco Oliveira

No peito de uma mulher bate um coração
No coração da mulher também bate amor
Por ela estou sentindo grande paixão
Por ela sofro e padeço uma grande dor

Mulher do coração duro feito uma pedra
Eu sei a maneira certa pra amolecer
Dou um banho de amor que é tiro e queda
Vai ser a noite feliz deste seu viver

Mulher que dorme comigo mata a vontade
Ela recebe bom trato e um chá de cama
Ela estando em meus braços falo a verdade
Transformo esta mulher numa linda dama


LEI DO CÃO
Hermes

Cerquei minha propriedade com fios de arame farpado
Cortaram a cerca de noite, levaram parte do gado
De manhã fui à cidade noticiar ao delegado
Mostrando papéis na mesa disse estar muito ocupado

Tornei a erguer a cerca tomando muito cuidado
Arame eu pus em dobro para dormir sossegado
Pra redobrar a vigília soltei meu cão Silverado
Que pra cuidar do rebanho por empreita foi treinado

Pouco mais de uma semana vejam só o resultado
Ouvi latidos no pasto, o ladrão estava acuado
Quando voltou o cachorro eu fiquei desconfiado
Meu cão trazia na boca um brasão todo esmaltado

Meu sangue ferveu nas veias, virei um touro enfezado
Passei a mão na dois canos, um revólver cada lado
Montei ligeiro o tordilho que eu deixei encilhado
Meu cachorro foi levando o distintivo arrancado

Antes que o galo cantasse eu cheguei no povoado
E lá na delegacia eu entrei envenenado
Na frente havia um cavalo que ainda estava suado
Lá dentro o doutor com febre, tremia todo rasgado

Eu disse com muita calma: seu crime está provado
Por quem eu pedi ajuda estava sendo furtado
Portanto, a partir de hoje por mim está nomeado
Se esta é a lei do cão, meu cachorro é o delegado.


PEDIDO
Anselmo Piratelli

Quero fazer um pedido: amor volta logo
É chuva de lágrimas, eu me afogo
Entre sentimentos que fazem sofrer

Palavras não me consolam
Falam, mas não ligo
Nem uma cerveja, nem um ombro amigo
Vão tirar de mim este padecer

Quando a saudade chega
É uma tromba d’água
Arrasa com tudo, o pranto deságua
Revela os fantasmas desta solidão
Eu me sinto então levado pela correnteza
Enfrentando as quedas
Mas com a certeza
Que em você está
A minha salvação

Ah, paixão atrevida, danada, bandida
Que me deixa assim
Ah, coração palpita, pipoca e se agita
Tenha dó de mim
Ah, peito sufocado
Suspiro calado em busca de paz
Por favor, me livre desta ansiedade
Sem você não sei que é felicidade
Volta amor, senão eu morro de saudade.


IDAS E VOLTAS
J. Conde

Não consigo entender sua cabeça
Você não sabe o quanto é duro pra mim
Vou atrás e vem correndo de volta
Sempre dizendo que não vai viver sem mim

Sua vida me machuca, me agoniza
Vivo só perdido nesta solidão
Por que vai se não é sua vontade?
Por favor, não machuque meu coração

Você me provoca
E pouco se importa
Você me maltrata
Judia e me mata
De tanto sofrer

Você vai e volta
Depois vem se arrepender
E eu como louco
Estou sempre pronto
Para perdoar você


NOVO AMOR
Avacir Barros Gomes (Pateta)

De que adianta
Eu ficar a esperar
Se você não aparece
E eu estou sempre a chorar

Recordo aquela noite
Que eu fiquei a te esperar
Até comprei umas bebidas
Pra gente comemorar

O errado fui eu
Em entregar meu coração
Por isso estou sofrendo
Nesta triste solidão

Conheci felicidade
Quando estavas ao meu lado
Hoje sou um pobre homem
Vivendo assim tão desprezado

Tudo passa nesta vida
Nosso amor também passou
Tenho esperança que um dia
Encontrarei um novo amor


NÃO SE CULPE
Karhon

Não esqueço o seu olhar
Quando me disse adeus
Lhe pedia pra ficar
Foi sem chance, mas tentei

O que aconteceu foi bom
Muito mais que desejei
Sonho de amor
Nem sempre acaba bem

Não me peça perdão
Se o seu coração
Encontrou um novo amor

Nem se culpe assim
Seu amor foi pra mim
Como um grande sonho
Que eu quis viver

Não se julga no olhar
Coração quis ganhar
Mais do que sua paixão guardou pra mim

Não queria fazer
Amor só por prazer
Pra curtir um só momento e esquecer

FICHA TÉCNICA DO 2º CD

Produção Artística e Arregimentação: Roberto Oliveira Hermesdorff
Produção Fonográfica, Fotolito e Composição gráfica: MCK do Brasil
Produção Técnica, Gravação e Mixagem: Amadeu Solianni
Masterização: Bolieiro
Fotos: Natanael
Figurino: Brexó Xodó – São Paulo
Cabelos: Solange (Mayka Cabeleireiros) – São Paulo
Gravado no Estúdio Wave, 24 canais, Penápolis/SP, no verão de 2001

Músicos Participantes:
Programação de bateria, violões, teclados, guitarras, contrabaixo e percussão: Ditinho
Acordeon: Cidinho
Back Vocal: Anselmo Piratelli
Arranjos:
Faixas 1 a 11: Ditinho.
Faixas 12 e 13: Wallace Hermesdorff (adaptadas por Ditinho)
Contato: 0 xx (18) 622-8410

LETRAS DO 2º CD

NINGUÉM AMA PRA SOFRER
Karhon

Quando o sol lhe despertar pela manhã
Só a solidão vai estar em sua cama
O seu corpo me procura em meu lugar
Eu não vou estar
Você não me encontra

Num impulso você pega o telefone
Mas liga a TV
Não sabe o que fazer
Olha o movimento da sua janela
Tentando me esquecer
Pra dor não tem querer

Os seus dias são difíceis sem amor
No trabalho não consegue me esquecer
Essa dor que lhe sufoca
Sua angústia e solidão
É produto do orgulho do seu coração
Só você não compreende
Que é tão fácil resolver
Pra você ficar comigo é só querer

Liga pra mim
Você sabe onde estou
É tão fácil se curar um mal de amor
Liga pra mim
Ninguém ama pra sofrer
Só lhe disse umas verdades
Pra me defender


O FAX DO AMOR
José Francisco Oliveira

Passe um batom em sua boca
Beije a folha de um papel
E me mande pelo fax
Lábios com sabor de mel
Passe o fax meu amor
Esquecê-la não consigo
Sei que um dia em meus braços
Vou fazer o seu abrigo

Passe o fax, passe o fax
Eu aguardo com fervor
Estou sentindo tanta falta
Dos seus beijos, meu amor.
Não demore, passe o fax
Eu imploro, por favor
Estou sentindo tanta falta
Dos seus beijos, meu amor.

A distancia nos separa
Meu amor, eu de você
E é somente pelo fax
Que você vem me dizer.
É a prova que me ama
Que seus lábios têm sabor
No papel guardo o aroma
Dos seus beijos, meu amor.


O CANTO DO SABIÁ
Avacir Barros Gomes (Pateta)

Hoje logo de manhã
Ao abrir a minha janela
Senti a força do vento
Trazendo o perfume dela
Até o lindo passarinho
Cantou num tom diferente
Sabendo que quem lhe cuidava
Ali não estava presente

Vai, vai sabiá
Vai cantar em outro lugar
Seu canto é tão bonito
Mas hoje me fez chorar

A dona da casa foi embora
Por não me amar de verdade
Você também tem o direito
De viver em plena liberdade
Sei que muito vai sofrer
Por não conhecer o sertão
Eu vou padecer muito mais
Vivendo nesta solidão

Vai, vai sabiá
Vai cantar em outro lugar
Seu canto é tão bonito
Mas hoje me fez chorar


MOTIVO DE CANÇÃO
Anselmo Piratelli

Já vi boêmio ser motivo de canção
Que um poeta seu sofrimento escreveu
Também já vi quem se atirasse a beber
Porque um dia seu amor lhe disse adeus

Se as mesas dos bares falassem
Em testemunho a tanto sofredor
Tenho certeza que também me incluiriam
Nesta lista de quem sofre por amor

Tantas vezes também já dei conselhos
Hoje me encontro na mesma situação
Nesse instante de angústia e despeito
É que eu grito novamente ao garçom

Outra garrafa na mesa
Quero beber até cair
Se a bebida não me faz esquecer
Pode me ajudar dormir


PEÃO E ARENA
J. Conde

Fim de semana o peão vai trabalhar
Calça as botas, esporas no calcanhar
Entrelaçando os seus dedos no cabelo
Seu chapéu de boiadeiro na cabeça vai levar
Aperta o cinto, bate firme o pé no chão
Olha pro céu e pede a Deus a proteção
Logo se ouve o locutor anunciando
Vem peão se aproximando
Para a festa começar

Peão, peão, peão
É nesta arena que você tem que provar
Que é valente em cima de um touro bravo
Espora, sorfete e braço
Sem cair, sem machucar

Chapéu no peito faz as suas orações
Pedindo sempre à padroeira do peão
Anunciada a primeira montaria
No seu rosto a alegria de uma nova emoção
E lá no brete preparado o seu rival
E no seu lombo volta à Deus se apegar
E dá um grito: solta o boi, abre a porteira
Crava a espora na certeza
Quer o primeiro lugar


O TELEFONE
Milton Nellis

Por que você não quer me ouvir?
Por que você não quer me ver?
Eu telefono dia e noite
Você não quer me atender
Você já me conhece bem
E sabe do que sou capaz
Um dia desses largo tudo
Saio pela noite e vou te buscar

Dói saber
Que você já não quer me amar
Dói saber
Que você não quer me aceitar
Dói ouvir
O telefone lhe chamar
Dói ouvir
O telefone desligar

Eu não consigo acreditar
Que você já me esqueceu
Ainda sinto o calor
Dos beijos que você me deu
Eu peço me atenda agora
Eu tenho muito pra dizer
Há dias que venho discando
Você me evitando
Não quer atender


CORAÇÃO ACELERADO
J. Alves

Meu coração está batendo acelerado
Eu estou apaixonado por uma linda mulher
Que está vivendo nos braços de outro homem
Eu sinto sede, eu tenho fome
Ela também me quer
Ela é casada, vive ao lado do marido
E eu sou comprometido da cabeça até os pés
Mas mesmo assim a gente ama escondido
Roubo ela do marido e faço amor com essa mulher

É tão gostoso quando a gente ama alguém
O coração se sente bem quando tem um paixão
Arrisca a vida numa paixão proibida
Com problema a gente briga
O que importa é a emoção
Segue em frente contra amigos e parentes
E não liga se na frente isso dá complicação
E nesse embalo vai ganhando a parada
É mais uma mulher falada na boca desse povão

Homem casado, amigado ou enrolado
Quando vê um rabo de saia logo fica assanhado
Mesmo que seja uma loira ou morena
Se ela é grande ou pequena logo fica apaixonado
E pode crer se ela é bonita pra valer
Chega junto, não quer perder
Pra mostrar que é machão
E nesse embalo vai ganhando a parada
É mais uma mulher falada na boca desse povão


O BÓIA-FRIA
Avacir Barros Gomes (Pateta)

Eu sou bóia-fria
Eu sou bóia-fria
Comigo não tem tristeza
Só carrego alegria

Eu nasci na roça
Lá no fundo do sertão
Nunca fui numa escola
Não aprendi profissão
Quando é de madrugada
Já estou no caminhão
Junto com meus companheiros
Vou cortando o estradão

E no final da semana
Pago a venda do seu João
Se tiver um bom forró
Eu já estou no salão
Assim vou levando a vida
Seja lá o que Deus quiser
De uma coisa eu tenho certeza
Eu não vivo sem mulher

Mas eu sou bóia-fria
Eu sou bóia-fria
Comigo não tem tristeza
Só carrego alegria


AQUI O PÁU CAI A FOLHA
J. Conde

Eu vou beber
Até afundar a rolha
Se alguém cair nos meus braços
Esqueço até da patroa
Mulher pra sair comigo
Naquilo tem que ser boa
Vai ver que o bicho pega
Porque aqui o pau cai a folha

Mulher comigo
Seguro na espingarda
Tem que ser boa e bonita
Melhor se ela for largada
Mas se ela for
Viúva é bem melhor
No cano da cartucheira
Atirando a noite inteira
Ela amanhece apaixonada

Quando eu chego
No forró não dou espaço
Danço com loira, morena
E quem cair nos meus braços
Eu não escolho
Só não vou querer bagaço
Quando o baile acabar
Sozinho não vou ficar
Aquela que sobrar eu traço


NÃO CHORO POR VOCÊ
José Francisco Oliveira

Chore por mim, meu bem, chore por mim
Chore por mim por amor que eu quero ver
Se você chora é certeza que me ama
Só que, meu bem, nunca chorei por você

Se você chora é porque sente saudade
Desde o momento que sentiu meu forte abraço
Vi em seus olhos a minha felicidade
Porém agora já não sei mais o que faço

Vi o seu corpo já despido em minha cama
Sou carne e osso e não sou feito de aço
Se chora tanto meu carinho é seu consolo
Sei que não choro, mas te abrigo em meus braços


VENHA CÁ TOLINHA
Francisco Pereira Silva

Oi, venha cá, venha cá tolinha
Você não dança sozinha
Venha ser meu par

Quem que não gosta
Do toque da concertina
Do cheirinho das meninas
Quando começa a suar
Ai como é bom
Agarradinho no salão
Sob a luz do lampião
Vendo a poeira voar

O sanfoneiro
Toma um gole e se esquece
Desde a hora que escurece
Vai até o sol raiar
Nessa batida
Não quero ver nego mole
Solte o dedo e puxe o fole
Pro forró não se acabar


FILHO DA TERRA
Hermes

Conheci no Paraná um exemplo de luta em forma de homem
Seu primeiro nome é Valter, depois Violim é o seu sobrenome
Desde os seus sete anos lavrando a terra com os pais e os irmãos
Em cinco alqueires e meio lá em São Martinho com calo nas mãos
Foi então que o Zé Camilo de Centenário do Sul
Mostrou ao seu pai um sítio frondoso e bonito, o Aracaju
Pagando uma parcela deixaram Jaguapitã
O restante o dono aceita pagar com a colheita que desse amanhã

Então pra quitar o sítio com dedicação a família se empenha
Depois trocaram seu nome que hoje é Nossa Senhora da Penha
Comprou diversos bezerros, gado para engorda só por garantia
Era um capital seguro, caso no futuro precisasse um dia
Foi crescendo e expandindo com laranja e com café
Também cultivava soja, cana, milho e trigo em terra massapé
O seu pai sempre ensinava pras culturas variar
Quando uma não vingava outra não faltava pra lhe sustentar

Dos muitos e bons conselhos que o seu pai lhe dava me pôs a contar:
“Olhe a terra, e não o preço, quando propriedades você for comprar.
A terra boa se paga e a terra sem preço só dá prejuízo
Não é só ganhar dinheiro, saber empatar também é preciso”
Assim ele foi crescendo, seguindo as lições com fé
E diante da geada a carga erada resiste no pé
Muita gente em Pitangueiras com as lavouras queimadas
Desistiram e foram embora e as terras na hora por ele compradas

Os louros desta vitória Valter deve parte às mulheres que tem:
Dona Vilma, sua esposa, é o grande esteio que a casa contém
Suas filhas, a Valquíria também a Vanessa cursando Direito
Formada em Processamento tem a Vanderléia, está tudo perfeito
A caçulinha Valéria faz Administração
Juntas são o expoente que projeta à frente quem é campeão
O detalhe da vitória, todos tem o V no nome
Em cada dia que amanhece o Paraná cresce nas mãos deste homem


DECIDI CUIDAR DE MIM
Cristina Costa

Diz pra mim
Se valeu
À pena me esperar
Pois já faz algum tempo que eu
Não vejo o seu olhar

Eu já não sei
Se é amor ou se é prazer
Já não tenho liberdade para
Abraçar você

Foram tantas noites sem dormir
Que eu pensava em você aqui
A saudade fez a lágrima cair
E eu decidi cuidar de mim

FICHA TÉCNICA DO 1º CD

Produzido por Roberto Oliveira Hermesdorff
Gravado no Estúdio Makô (Araçatuba/SP) durante o outono de 1999
Masterização e Projeto Gráfico: MCK
Contatos para show: 0xx18 624-4812/622-8410
Fotos: Sílvio Murakawa
Figurino: Butique Translado

Músicos Participantes
Teclados e programação de bateria: Marcelo Amorim
Contrabaixo: Jean e Edgar Alves David
Guitarra: Júlio Franco e Makô
Harpa: Santiago
Saxofone: Edgard Alves David
Violão: Júlio Franco
Coral: Carla e Jaque (faixa 5)
Arranjos:
* Marcelo Amorim
** Luiz Carlos Traina (com adaptação de Marcelo Amorim)

Agradecimentos
Deus! Materializamos o dom que nos destes.
Obrigado por permiti-lo.
Aos familiares e amigos, obrigado pelo apoio e incentivo.
A você que está lendo a mensagem deste CD – “Me Leva pra Casa”, muito grato por acreditar na gente.
Aos divulgadores – contamos com vocês...
Um abraço a todos.
Hermes e Edson

LETRAS DO 1º CD

ME LEVA PRA CASA
Karhon e Hermes

Tentei juntar meus pedaços e recomeçar
Você não mostrou nem um pouco
De mágoa por mim
Mandei nosso amor pro espaço
Buscando aventuras parti
Só não contava com você
Esperando por mim

E quando eu a vi mais bonita
Que o sol da manhã
Com um cheiro gostoso e suave
Qual flor de maçã
Na hora pesou meu pecado
Caí de joelhos ao chão
Ao pai do céu expressei
Minha gratidão
Minha gratidão

Me leva junto com você
Me leva pr’um amor sem fim
Eu quero cuidar de você
Pra você cuidar de mim

Eu sei que eu errei demais
Mas preciso ter o seu perdão
Me leva pra casa outra vez
Cure as feridas do meu coração


ESTRADA DA PAIXÃO
Anselmo Piratelli

Em meu carro viajei por tanto tempo
Disfarçando o sentimento
Pra esquecer um grande amor
Eu parei em Cuiabá e Campo Grande
Goiânia e Brasília
E cheguei em Salvador
De lá a caminho das alterosas
Em Vitória da Conquista
Deu na vista a minha dor

Cruzei Minas e no Rio de Janeiro
Foi maior o desespero
Aumentou a solidão
E de lá deixei as grandes rodovias
E passando por atalhos
Fui parar em Ribeirão
Lá pensei: “São Paulo é o meu destino
Ou quem sabe em Campinas
Tenho nova emoção”

No caminho encontrei lindas meninas
Mas não mudou minha sina
Ta doendo o coração
O meu carro já conhece esse caminho
Vai sozinho
Me levando pela estrada da paixão
Pra morena que deixei em Araçatuba
Uma uva
Vou voando pela Marechal Rondon


RELAMPEJO
Hermes e Karhon

Pedras que firmam caminhos
Ventos e redemoinhos
Nuvens que choram sentidas
Pelas chicotadas de algum trovão
Mostram que têm emoção

Raio que corta o espaço
Vem galopando descalço
E faz tremer nosso solo
Provocando fendas
E rachas profundas no chão

Parece que vai chover
Descem os pingos do céu
Eu gosto muito de cheiro
De terra molhada no ar
Com gentileza o sol
Vendo a nuvem chorar
Empresta o seu calor
Pra secar todo pranto que há


É AQUI QUE EU MORO
Anselmo Piratelli

Tem certas noites que eu saio pro terreiro
E me torno um seresteiro, a cantar, a cantar
Canções que cantei junto a ela que sorria
Mas que desde aquele dia do adeus me faz chorar

É testemunha a lua clara, calma e fria
Que recorda a magia, doces tempos que sonhei
E lá no céu não vejo desde aquele dia
Aquela estrela que um dia
Com o seu nome batizei

É aqui que eu moro, tenho alma de sertanejo
Nessa imensidão me vejo na saudade de um bem
Junto de mim a natureza me consola
Porém, se chora a viola
É porque eu choro também

A minha vida hoje é puro nostalgia
Até mesmo a poesia já não fala mais em flor
Não lembra a rosa, só o espinho que arranha
Minha voz é tão estranha quando lembra aquele amor

Minha viola de acordes tão perfeitos
O seu som dói no meu peito quando lembro quanto amei
E lá no céu não vejo desde aquele dia
Aquela estrela que um dia
Com o seu nome batizei


CORAÇÃO CLASSIFICADO
Hermes e Karhon

Li um outro dia num anúncio de jornal
Nos classificados uma venda especial
Alguém pôs em oferta um artigo diferente:
Um coração surrado de sofrer por tanta gente

Disquei logo em seguida pra saber quanto custava
Sabia, entretanto, que o meu dinheiro não dava
Aquela voz macia falou do outro lado:
“Meu coração é seu só por ter ligado”
Não, assim
Não acredito
Vamos ter
Dois corações aflitos

Eu tentei explicar que grande coisa eu não tinha
Buscava uma pessoa que estivesse sozinha
Só tenho o meu carinho então não te mereço
Ela me respondeu: “É esse o meu preço”

Gastei só uma ficha lá naquele orelhão
O que paguei por ela custou o seu coração
O anúncio pareceu só uma brincadeira
Depois de mim ligaram pra ela a tarde inteira


CONVITE DE CASAMENTO
Arnaldo Piratelli

Fui convidado para um casamento
Gente importante aqui da região
Era um convite tão carinhoso
Minha presença quase obrigação
Ainda mais que ela estava lá
Eu fui juntando o que tinha de bom
Pois não queria uma decepção
Dos meus guardados saiu do baú
O meu antigo traje social
Até que dava pra impressionar
Tava bem legal

Já comecei fazendo tudo errado
Calcei a meia com o pé trocado
Naquele agito todo atrapalhado
Minha camisa manchei com café
Não acertava o nó da gravata
Pisei numa lata e destronquei o pé

O meu sapato tava estragadão
Dar um trato nele era a solução
Sobre o armário procurando graxa
A bola da balança caiu no dedão
A minha unha eu prensei na porta
Enfaixei dizendo tanto palavrão

Cheguei na festa manco, todo inchado
O casamento já estava no fim
A desgraçada tava lá com outro
No maior arrocho
E ainda riu de mim

SONHOS DESTRUÍDOS
Karhon e Hermes

Mais uma vez
Estou sozinho pensando em você
Não aceitei seu adeus
Pode explicar
Suas razões
Elas não vão completar
O vazio do meu coração

Como explicar
Aos meus amigos que tudo acabou
Tudo apostei nesse amor
Olhe em meus olhos
E diz pra mim
Que eu não soube lhe fazer feliz
Como pode ser cruel assim?

Deixou-me num castelo de ilusões
Ser príncipe encantado eu sonhei
Mas tudo acabou
O amor chegou ao fim
É tudo que você deixou pra mim

Preciso urgentemente me tornar
Um homem diferente do que sou
Lhe dei o meu amor
Mas sei que me enganei
Destruiu a vida que sonhei


INSPIRAÇÃO
Anselmo Piratelli e Chiquinho Alanis

Inspiração...
Faltou-me quando quis escrever
Meu poema dedicado a você
Naquele instante tão tristonho sem lhe ver
Com tudo em volta me falando de você

A ausência...
Na sua ausência me tornei um sonhador
A solidão marcou mais forte sem amor
Pois minha vida se resume em você

O que vou fazer
Se tudo terminou
Nosso tempo já passou

Inspiração...
Como podia ter inspiração
Se sem o seu amor
A dor é tão cruel
Na sua ausência a tristeza que anda junto a mim
É bem mais forte que o poema no papel


FLORESTA NEGRA
J. Conde e Anselmo Piratelli

Queria sentir o cheiro de relva de novo
Sentir novamente o orvalho molhando os meus pés
Queria voltar os ponteiros
Do tempo para me lembrar
Reviver tudo aquilo que não se vê mais

Meu Deus
Os peixes estão se acabando
Nos leitos dos rios só espuma se vê
As matas que outrora eram virgens
O povo devasta, queima sem razão
Onde nasceu natureza
É floresta negra
Só se vê carvão

Nos dias de hoje a maldade
Povo sem vontade de reconstruir
Machado e serra de corte
Trator de esteira arrancando raiz


APRENDIZ DE NAMORADO
Hermes e Karhon

Quando a minha mão tremer de novo
Saiba que será por timidez
Pois cada encontro para mim
Parece ser a primeira vez

Mesmo que eu saiba de você
Tudo que existiu em seu passado
Eu me sinto quase um estranho
Ainda não sei ser namorado

Eu peço a você querida que então me ensine
Como é que a gente faz pra poder dividir
Esse amor que existe em mim e que é tão sublime?
Eu quero com gestos também sentir

Eu sei que você é jovem e deseja tanto
Um amor puro e ardente pra viver de fato
E é por isso que preciso que você me entenda
Ser tímido com você é o meu retrato

Mas se eu mudar minha atitude
Tudo poderá nos envolver
Conduzidos pela sensação
Pelo doce túnel do prazer

Só não quero arrependimento
Quando com você eu estiver
Porque poderei nesse momento
Transformar você numa mulher


SÓ VER-TE
Anselmo Piratelli e J. Conde

Passa o tempo no seu tic-tac
Cada vez mais aumenta o meu amor
Pois é só ver-te que eu me derreto
Feito um sorvete em dia de calor
Pois é só ver-te que eu me derreto
Feito um sorvete em dia de calor

Tu tens a doçura da manga
Mais linda que a flor do maracujá
Adoro tanto essa pose tua
Quero tê-la toda nua pra poder amar

Raio de sol que ilumina a vida
Mais colorida fica a ilusão
Fico sem jeito ao beijar tua face
Pareço um instrumento em desafinação


VEM ME SOCORRER
Karhon e Hermes

Um toque no olhar, um jeito fatal
Contaminou meu sangue de amor
Meu coração me escravizou
Me confundiu, não sei mais quem sou
Meu amor
Não tenho mais razão
Seu amor
Contaminou meu coração

Vem depressa, vem me socorrer
Desespero já me dominou
Faça algo pra me levantar
Que a paixão já minou minha estrada

Apostei tudo sem me poupar
Chegou a vez e vou me entregar
Você começou tem que acabar
Já me entreguei, é só me levar


MESA 26
Hermes e Karhon

Deixei a minha cidade, tinha gente pra encontrar
Em Centenário do Sul, cidade orgulho do Paraná
Lá cheguei com três amigos, outros por lá conheci
E saímos no outro dia pra uma pescaria
No Rio Taquari

Levamos de Centenário várias mesas numeradas
À tardinha sempre voltam as equipes embarcadas
O povo então se ajunta para contar o que fez
Só que a mesa preferida pra falar da vida
É a vinte e seis

Adão, garçom
Traga logo uma cerveja
Aqui pra mesa 26
Porque lembrei
De uma paixão esquisita
Que em meu peito habita
E tanto mal me fez

Já faz mais de uma semana que estou no Taquari
Só que ainda não pesquei os peixes que têm aqui
Eu enrolo o meu linhote e recolho o meu anzol
Volto para o acampamento porque não agüento
O castigo do sol

Chego no rancho cansado querendo encontrar o Adão
Ele é nosso cozinheiro e também o nosso garçom
Com a turma do barraco desafogo de uma vez
Então grito ao cozinheiro pra trazer bebida
À mesa 26

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

DISCOGRAFIA



Apesar de ter havido alteração na constituição da dupla desde a gravação do primeiro CD, importante destacar aqui todas as músicas que foram escolhidas para figurar no repertório eleito pelos seus integrantes. Apesar de colher a opinião de músicos, dos parceiros e de amigos, foi sempre do Hermes a decisão final sobre a escolha das músicas a serem gravadas. E para isso ele levava em conta o perfil do autor, o título, a letra e a melodia. Tinha, inclusive, liberdade e autorização dos autores para alterar título, palavras, métrica e até mesmo excluir estrofes, tudo com o objetivo de lapidar a dar melhor estrutura às músicas. Mesmo promovendo pequenas alterações em algumas delas, nunca colocou seu nome como co-autor, apesar dos autores sugerirem a parceria. Seguem abaixo os títulos das músicas gravadas, todas inéditas, seguidas dos nomes dos seus autores e do gênero correspondente.

Volume I - HERMES E EDSON – 1999 – ME LEVA PRA CASA

1- Me Leva pra Casa - Kharon e Hermes - bolero
2- Estrada da Paixão - Anselmo Piratelli - country
3- Relampejo - Hermes e Kharon - guarânia
4- É Aqui Que Eu Moro - Anselmo Piratelli - toada
5- Coração Classificado - Hermes e Kharon – ritmo jovem
6- Convite de Casamento – Arnaldo Piratelli - xóte
7- Sonhos Destruídos - Kharon e Hermes - bolero
8- Inspiração – Chiquinho Alanis e Anselmo Piratelli - balada
9- Minha Timidez - Kharon e Hermes -balanço
10- Floresta Negra – J. Conde - guarânia
11- Aprendiz de Namorado - Hermes e Kharon - guarânia
12- Só Ver-Te - Anselmo Piratelli e J. Conde - xóte
13- Vem me Socorrer – Kharon e Hermes – samba lento
14- Mesa 26 - Hermes e Kharon - rasqueado

Volume II - HERMES E EDSON – 2001 – NINGUÉM AMA PRA SOFRER

1- Ninguém Ama pra Sofrer – Kharon - balada
2- O Fax do Amor – José Francisco Oliveira - bolero
3- O Canto do Sabiá – Avacir Barros Gomes (Pateta) - polca
4- Motivo de Canção – Anselmo Piratelli - bolero
5- Peão e arena – J. Conde - country
6- O telefone – Milton Nellis - guarânia
7- Coração Acelerado – J. Alves - xóte
8- O Bóia-Fria – Avacir Barros Gomes (Pateta) - marcha
9- Aqui o Páu Cai a Folha – J. Conde - vanerão
10- Não Choro Por Você – José Francisco Oliveira - xóte
11- Venha Cá Tolinha – Francisco Pereira Silva – arrasta pé
12- Filho da Terra – Hermes - rasqueado
13- Decidi Cuidar de Mim – Cristina Costa - balada


Volume III - JOÃO ALVES E HERMES – 2002 – BRASA E FOGO

1- Brasa e Fogo – J. Conde – ritmo jovem
2- Eu Não Sou Analista - Anselmo Piratelli - ritmo jovem
3- Ter Cuidado Com Você – Jeffer Cafa – rock country
4- Tá Madura ou Tá de Vez – J. Conde - ritmo jovem
5- Amor Verdadeiro – Jeffer Cafa - flamenco
6- Birimbim Birim Bimbá – João Rodrigues Braz - xóte
7- Desculpe, Mas Eu Vou Partir e Não Chorar – Jeffer Cafa - country
8- Chá de Cama – José Francisco Oliveira - vanerão
9- Lei do Cão – Hermes - cururu
10- Pedido - Anselmo Piratelli - guarânia
11- Idas e Voltas – J. Conde - ritmo jovem
12- Novo Amor – Avacir Barros Gomes - bolero
13- Não se Culpe – Kharon - balada

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

SURGIMENTO DA DUPLA

João Alves era locutor da Rádio Super Ativa FM na cidade de Araçatuba-SP, onde comandava o programa Brasil Sertanejo, das 6h00 às 8h00, de segunda a sábado.
Num certo dia do ano 2000 apareceu na emissora uma dupla da cidade, de nome Hermes e Edson, a qual tinha por objetivo divulgar seu primeiro CD de músicas inéditas. Foram muito bem recebidos por João Alves que fez entrevista com eles durante todo o programa, bem como tocou várias das músicas que tinham gravado. No dia seguinte vários telefonemas pediam músicas da dupla e a sua popularidade estava crescendo significativamente na cidade e região. João Alves tinha predileção por duas músicas: Estrada da Paixão e Me Leva pra Casa.
No ano seguinte a dupla gravou o segundo CD e se notabilizaram as músicas Ninguém Ama pra Sofrer, Fax do Amor, Motivo de Canção, Aqui o Páu Cai a Folha e Decidi Cuidar de Mim. Enquanto tocava as músicas da dupla em seu programa, João Alves cantava junto, no ar.
Como o Hermes fazia a primeira voz, era dele a voz que se destacava em todas as músicas. Consequentemente, ao cantar junto, João Alves fazia a segunda voz. O timbre era tão bom que seus ouvintes telefonavam na emissora pedindo ao João que cantasse junto mais vezes quando tocasse músicas da dupla.
No ano seguinte o parceiro de Hermes, o Edson, teve um sério problema de saúde em família e não pode mais continuar integrando a dupla. Foi então que surgiu a idéia de se experimentar uma parceria entre João Alves e Hermes. Essa afinidade resultou na gravação do terceiro CD, agora denominado JOÃO ALVES & HERMES, cuja música de trabalho, o chamado "carro-chefe", é Não se Culpe. Também tiveram destaque as músicas: Birimbim birim bimbá, Brasa e Fogo, Lei do Cão e outras.